Empresas portuguesas apostam nas províncias
As províncias angolanas são cada vez mais "excelentes oportunidades de negócio" que as empresas portuguesas estão a descobrir, deixando de concentrar a actividade em Luanda, disse o director em Angola da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
Em declarações à agência Lusa, Miguel Fontoura sublinhou que, ao contrário do que acontecia há apenas um ano e meio, os empresários portugueses estão com os olhos postos nas províncias angolanas.
Num seminário em Luanda para cerca de duas dezenas de empresas que integram uma missão a Angola organizada pela Associação Comercial de Lisboa (ACL), o responsável lembrou: "Estou há um ano e meio [em Angola] e a imagem que existia era Luanda; as pessoas chegavam e ficavam por aqui, mas começaram a verificar a melhoria das vias de comunicação e que os índices de crescimento das províncias criaram muito mais oportunidades para as empresas", disse. O director do AICEP notou ainda que "há agora muito mais oportunidades fora de Luanda". "Angola não é só Luanda. E a prova disso é que as missões empresariais que temos tido integram já deslocações para fora de Luanda, seja Benguela ou Huambo, mas também Lubango.
As empresas portuguesas já perceberam que há uma outra realidade para além de Luanda, com excelentes oportunidades de negócio", disse.
Luanda
Ministério da Indústria trabalha na identificação de promotores de projectos
Luanda - O vice-ministro da Indústria, Kiala Gabriel, afirmou hoje (terça-feira), em Luanda, que a instituição trabalha na identificação de promotores directos de projectos e na mobilização de recursos para o financiamento dos mesmos.
Kiala Gabriel fez esta afirmação durante um encontro que manteve com empresários portugueses da Associação Comercial de Lisboa .
"A nossa luta está na identificação de promotores de projectos", disse, informando que para tal, o ministro da Indústria, Joaquim David, deslocou-se às províncias da Lunda Sul e de Malange para identificar promotores de projectos e fazer o levantamento de novos projectos a enquadrar no Programa Executivo do Governo.
Banca
Banco Africano de Investimentos inaugura cinco balcões
Luanda – O Banco Africano de Investimentos (BAI) vai inaugurar, nos dias 24 e 25 deste mês, cinco balcões nas províncias de Luanda, Benguela e Bié, no quadro da expansão dos serviços da instituição bancária no país.
No dia 24 serão inauguradas as agências do Coringe (Benguela) e do Golfe (Luanda). E a 25 de Junho, o banco, que terminou 2008 com um activo líquido de USD 7.6 biliões, prevê abrir os balcões do Kuito, na província do Bié, da Nova Marginal e Maianga, em Luanda, de acordo com uma nota de imprensa da instituição.
Em 2008, o banco atingiu em depósitos a cifra de USD 5 biliões. O crédito concedido situou-se em 1.8 biliões de dólares norte-americanos. A instituição financeira terminou o exercício com um resultado líquido de USD 166 milhões.
Governo vai investir 120 milhões de dólares para garantir água potável nas áreas rurais
Para projectos de abastecimento de água potável às comunidade rurais, o governo angolano prevê investir este ano cerca de USD 120 milhões, no quadro do programa "Água para todos" disse domingo, em Luanda, o secretário de Estado de Águas, Luís Filipe da Silva.
A Secretaria de Estado de Águas tem como prioridade garantir o abastecimento de água potável à população das zonas periurbanas e do meio rural em cujos projectos prevê investir, pelo menos, 300 milhões de dólares norte-americanos (USD - 1 dólar equivale 78 kwanzas), no decurso deste ano, 2009, enfatizou.
O governante, que falava à margem da cerimónia de encerramento da exposição sobre a Expo Zaragoza/2008 (Espanha), disse que o governo vai também prestar particular atenção a algumas capitais provinciais do país em situação crítica, em termos de abastecimento de água potável, como as cidades do Lubango, Ondjiva, Namibe, entre outras.
Angola detém uma rede hidrográfica que comporta 47 bacias, um potencial hídrico considerável, que face à dimensão e à densidade populacional, o governo procura gerir de forma integrada, numa perspectiva de longo prazo, sustentável e equilibrada, sublinhou o secretário de Estado.
Referiu que uma das preocupações do sector que dirige consiste em "garantir certo equilíbrio entre as disponibilidades e a distribuição da água potável à população, enquanto elemento fundamental à vida, um bem precioso e insubstituível".
Angola vai colher doze mil toneladas de café este ano
O sector agrário perspectiva colher 12 mil toneladas de café nesta campanha de colheita do produto (2009), contra as cinco mil colhidas no país no ano transacto, anunciou sexta-feira passada, na Fazenda Cabuto (Kwanza-Sul), o ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga.
Ao discursar no acto de abertura oficial da campanha nacional de colheita de café 2009, o governante manifestou a sua convicção de que nos próximos anos o país aumentará os índices de produção "do bago vermelho".
Na ocasião, o titular do sector agrário angolano reiterou a determinação do Governo em apoiar a produção nacional, em particular a cafeícola, tendo para o efeito criado meios técnicos, materiais e institucionais para que os agricultores, cafeicultores e agro-industriais possam desenvolver a sua actividade.
"Viemos a esta província para reiterar a nossa determinação de reabilitar a fileira de café e também de óleo de palma, para dar emprego e também para diversificar as fontes de arrecadação de receitas para o erário, para podermos reconstruir e construir hospitais, escolas e as estradas e para criarmos muitos postos de trabalho", afirmou.
A Fazenda Cabuta, situada na localidade de Calulo, município do Libolo, onde foi aberta a campanha nacional de colheita de café, perspectiva colher 500 toneladas do produto. O empreendimento comporta uma área de três mil hectares, com mil e 333 plantas por hectare.
Participaram na cerimónia de abertura da campanha de café 2009 o governador da província do Kwanza Sul, Serafim Maria do Prado, directores nacionais do Ministério da Agricultura, cafeicultores
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